26 junho 2011

Histeria

A histeria já foi definida como “a grande imitadora” por apresentar sintomas de outras doenças como: febre, dores, formigamentos, paralisias, cegueira, etc.

A palavra grega hystera, significa útero/matriz. O predomínio da histeria é em mulheres, porém, a partir de estudos principalmente realizados por Freud, revelaram incidência em pessoas do sexo masculino.

Os distúrbios histéricos se manifestam no corpo e na mente e atingem as funções que dependem do controle voluntário, porém não se pode confundir a histeria com simulação, sendo que esta última é uma atividade consciente que visa vantagens por meio da representação de uma doença.       

A pessoa com distúrbios histéricos sofre intensamente, pois não consegue enxergar o verdadeiro motivo de seus conflitos, fazendo com que os danos aumentem mais do que o próprio sofrimento que tenta evitar.

Fatores muito comuns da histeria são as falhas de memória que atingem especificamente determinados acontecimentos vividos pelos pacientes, que julgam ser vergonhoso ou imoral. Esse tipo de registro é apagado e não é possível acessá-lo, sendo que, outra pessoa ao ouvir o antes e depois dessa lacuna, não tem dificuldade em preencher o que falta na história.

Outro fator comum é a distorção das lembranças, exagerando ou minimizando alguns fatos evocados, sempre tentando preservar uma boa imagem de si mesma.

Existem tipos diferentes de histeria: histeria de conversão e histeria de dissociação.

A histeria de conversão caracteriza quando um conflito é extremamente difícil de enfrentar e é impedido de ser expressado pela consciência por causa da censura, a fim de evitar a ansiedade e o sofrimento psicológico, e por essa razão é convertido em um sofrimento corporal aparente.

A histeria de dissociação caracteriza idéias, pensamentos, desejos que geram conflitos com os valores do paciente, são isolados do campo da consciência. Por serem conteúdos pesados, embora registrados, não são assimilados pelo psiquismo, permanecendo dissociados, porém o fato de terem sido barrados estão investidos de grande carga emocional e por essa razão, forçam uma saída sob forma de sintomas.

Como grande característica social, a histérica necessita constantemente de aceitação, aprovação e demonstração de afeto. Demonstra atitudes insinuantes, induzindo o observador a suspeitar de desejos sexuais, que não ocorrem na consciência da histérica. Despertam interesse somente por homens disputados por outras mulheres, principalmente homens vaidosos, narcisistas, exibicionistas e agressivos, sendo que estes possuem características ideais para as histéricas, pois a colocam no papel preferido, de vítima.

A terapia se revela indispensável em pacientes diagnosticados histéricos, pois auxilia na diminuição dos sintomas e alívio do sofrimento psíquico, além de identificar as causas de tais sofrimentos e auxiliar na elaboração desses conflitos.


Livro: A Histeria (Autores: Zacaria Borge e Ali Ramadam)

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