24 fevereiro 2012

Vivência: Caminhando Sobre o Labirinto

“A verdadeira liberdade reside em mergulhar cada vez mais fundo e atingir não um lugar estranho e desconhecido, mas a nós mesmos, nosso ser sábio, inocente e amoroso. Ali encontramos a cura, o perdão, e um poder ilimitado.” (Robert Ferré).

Convidamos você para entrar num caminho rumo ao seu íntimo, e ao encontro da força que o impulsiona para a vida.  Isto será feito por meio de uma caminhada sobre um LABIRINTO.
O LABIRINTO consite num símbolo antigo e misterioso, que tem instigado a imaginação humana, por milhares de anos. Ele pode figurar como um caminho para a cura da mente e corpo, oferecendo um espaço de relaxamento e, também, para meditar a respeito da jornada da vida.
Muitas vezes pensamentos e emoções são reprimidos sob a pressão da rotina cotidiana, comprometendo a alimentação adequada e horas de sono suficientes – a qualidade de vida.  Embora o corpo possa tolerar essa situação no início, posteriormente a pressão constante pode levar à depressão ou a doenças. Percorrer o labirinto lhe proporciona a oportunidade de ouvir a si mesmo e sentir quais são as suas necessidades, ao mesmo tempo em que reconstitui seus níveis de energia.
Andar sobre um LABIRINTO é uma possibilidade para relaxar o lado esquerdo do cérebro, hemisfério que controla as habilidades racionais, abrindo maior espaço para a atuação do lado direito do cérebro, que controla as habilidades intuitivas. É uma experiência que não está vinculada a nenhum tipo de fé. Aquele que percorre o caminho poderá extrair dessa vivência aquilo que necessita.
As voltas do labirinto simbolizam as mudanças na vida e como podemos encontrar novas maneiras de passar de uma fase para outra, mostrando que, embora as mudanças possam parecer um retrocesso, perda de oportunidade, instabilidade, ainda assim, figuram como uma oportunidade de indagarmos de que maneira estamos caminhando, em qual direção, em que velocidade. Dessa forma, o labirinto pode ser confortador, lembrando que a existência é cheia de mudanças que não devem ser temidas, mas acolhidas.
No aconchego de um grupo, prepare-se para fazer o percurso como uma vivência para reflexão, ou apenas como um divertimento. Criaremos um ambiente seguro, acolhedor, desafiador para que você pratique a arte de estar consigo mesmo e com o outro.

Fonte: Labirinto: Caminho para Meditação e Cura - Helen Raphael Sands - Editora Madras.
Marcelo Lovato Penna
 e Edileine Sanches
  
Agora que você já sabe um pouco sobre Labirinto, venha vivência-la conosco!


Data:  16 de Março de 2011
Horário: 20:00hs às 21:00hs
Valor de investimento: R$15,00

VAGAS LIMITADAS!!!

Inscrições até o dia 14/03/2012
pelos telefones: 9500-6670

23 fevereiro 2012

O carnaval e suas fantasias

“Carnaval, fantasias, máscaras, muita euforia
Com o bloco da alegria, liberando emoções,
solto as amarras da vida entrando nesta folia no meio da multidão
Quero pular, suar, amar, cantar, cansar, liberdade total...
Esquecer dos desenganos que entristeceram minha vida...
E, depois de tanto sambar, me soltando em plena avenida,
queimo na quarta feira de cinzas as máculas do meu coração”.
(Neli Neto)

A origem da palavra carnaval tem duas versões: a primeira atribui à palavra a uma origem religiosa, do latim carnevale (carne+vale = carne+adeus), e seria a designação da "Terça-Feira Gorda", que é o último dia do calendário cristão em que é permitido comer carne, uma vez que, no dia seguinte, inicia-se a Quaresma. Já a segunda versão diz que a palavra carnaval vem de Carrus Navalis, por influência das festas em honra de Dionísio (deus do vinho), onde um carro com um enorme tonel distribuia vinho ao povo na Roma antiga.

Hoje, o carnaval é um palco global multicultural onde as pessoas se permitem liberar fantasias, desejos e necessidades sem passarem pelo crivo da censura moral, social ou religiosa.

Na Roma antiga faziam-se grandes festas populares e os nobres participavam também. Mas para não serem reconhecidos, mascaravam-se. Não tão diferente de hoje: continuamos usando máscaras moldadas nos discursos políticos, religiosos, educacionais, empresariais e sociais. A pressão coletiva nos atinge fortemente e muitos adoecem do corpo ou da mente. Uma saída é viver momentos como o carnaval ao máximo; onde a emoção, a alegria (e por vezes o excesso de álcool) deixa nossa consciência mais frouxa, sem a censura da sociedade. Desta forma, movimentos, atitudes, palavras, coreografias e refrões que, em outras circunstâncias, acharíamos inconvenientes ou impensáveis tornam-se irresistíveis. É como se ocorresse uma catarse, ou seja: uma liberação de emoções que faz nos sentirmos bem.

É o passe-livre para a liberação de fantasias, exibicionismos; é externar as emoções mais reprimidas: medos, raivas e desejos. É necessário e saudável livrar-se desses problemas, traumas, angústias e o carnaval pode ser útil para isso: pode ser uma poderosa válvula de escape, pois o fantasiar-se no carnaval é usar uma roupa, aparentemente absurda, mas que o desejo autoriza, pede para ser expresso. Podemos dizer que a fantasia funciona como uma via de expressão para satisfação de desejos absurdos e/ou incompreensíveis.

O mundo interno do homem é um mundo rico em fantasias e desejos, de objetos simbólicos. Nossas mais antigas tradições sempre representaram o mundo interno do ser humano através da dança, dos cultos sagrados, das pinturas, da escrita, enfim, das mais diversas manifestações culturais. As fantasias estão no campo do simbólico, fazem parte de uma manifestação humana acerca de seu meio.

O carnaval mostra fantasias de todos os tipos: das mais loucas e absurdas às mais criativas e necessárias. Através das máscaras e roupas confeccionadas (com ou sem requinte) podemos retirar por alguns dias nossas máscaras sociais coladas não só no rosto, mas na alma.

Mas, então, não é normal ter/usar fantasias? É, é absolutamente normal! Você pode fantasiar (e se fantasiar) o que desejar, é uma criação sua. Você pode entrar e sair dela quando quiser e não é obrigado a realizá-la. A questão quanto à normalidade é uma questão de envolvimento: o quanto à fantasia está preenchendo sua vida ao invés da realidade?

A fantasia (carnavalesca ou não) se torna um problema quando esta pode estar dependente de uma ilusão e a ilusão é o engano dos sentidos; é o engano da inteligência. Portanto, sendo um folião ou não, atente-se às suas fantasias, à mensagem que você passa com ela ao mundo e, principalmente, o que ela quer dizer para você!


Gisele Rodrigues Bezerra
Psicóloga Equipe EDH

09 fevereiro 2012

Mandalas e seus Benefícios

Mandala nada mais é que um círculo. Na tradição Hinduísta uma Mandala determina um espaço sagrado central desenhada ou pintada, figura como suporte para meditação. Na tradição budista tibetana, os lamas consideram as Mandalas como sendo uma imagem interior, representante da situação intrapsíquica que, estando perturbada, busca auto cura espontaneamente.
As Mandalas também servem como estimulo da mente, bem como à concentração, quando se busca equilibrar as emoções, pensamentos e até os aspectos que se estendem ao campo físico humano. Desta maneira, pressupõe-se que tais desenhos circulares figurem como fonte de cura.
Na psicologia as Mandalas foram intensamente estudadas por Carl Gustav Jung que as considerou como uma figura (arquétipos) relativo a integração e a plenitude psíquica, voltando ao esforço natural de auto cura. Neste sentido, pintar Mandalas é o ato que equivale a certa experiência auto projetiva, valendo como um registro, uma foto do estado emocional do individuo e da sua atuação, do seu jeito de ser no mundo e da sua maneira de vivenciar suas experiências. Elas ajudam na concentração, diminuindo a campo físico circular da visão, restringindo-se até o centro.
Quando uma pessoa elabora uma Mandala num contexto terapêutico, na verdade, ele já esta limitando um espaço pessoal, um lugar de proteção, dirigindo seu foco para a dinâmica envolvida em sua existência e na maneira de vivenciar suas experiências. Criar imagens numa Mandala possibilita ao individuo ir além de suas percepções automáticas, oferecendo-lhe oportunidade de captar novas formas que podem lhe mostrar sua realidade não percebida explicitamente. As imagens de uma Mandala possibilitam, ainda, a integração do que é percebido pela pessoa com conteúdos ocultos (latentes), não evidentes. O efeito das Mandalas podem ser tranquilizantes, pode abrir espaço para a compreensão de experiências traumáticas, medos e conflitos de maneira mais tranquila que seja menos pesado para a pessoa.

Benefícios que desenhar ou pintar Mandalas proporcionam:

Desenvolver nas pessoas a auto estima por meio da criatividade em ação;
Desenvolver novas formas de expressão;
Expandir seu conhecimento e sua imaginação;
Conduzir as pessoas à descoberta de potencialidades;
Melhora do raciocínio;
Aclama, proporcionando relaxamento físico e mental;
Aumenta a concentração;
Direciona as ações, centrando o pensamento;
Reestrutura o hemisfério direito cerebral, local da intuição e da criatividade;
Leva o contato com a própria essência, expandindo a consciência;
Desenvolve a paciência e a tolerância a frustação;
Leva à descoberta de novas formas de ver o mundo exterior, proporcionando melhoria nas relações interpessoais;
Filtra as mensagens violentas que chegam, proporcionando respostas mais centradas e tranquilas.

Convidamos você a vivenciar esta experiência!

Abaixo segue um modelo de Mandala e algumas dicas para pinta-la:
  1. Não racionalize este processo, deixe sua mente livre, siga sua intuição.
  2. Escolha um momento confortável que possa estar com você.
  3. Coloque uma música, se desejar, criando assim um clima de aconchego.
  4. Comece a colorir conforme sua intuição lhe pedir, olhe para os lápis e busque a cor que mais lhe atraia e inicie sua pintura.
  5. Perceba seus pensamentos, mas não brigue com eles, sinta os sentimentos e lembranças que chegam a sua mente enquanto preencha determinado espaço ou utilize determinada cor.
  6. Ao terminar observe-a por alguns instantes, dê um título à sua Mandala.
  7. Faça algumas anotações sobre a experiência e sobre sua observação sobre o desenho pronto, mesmo que não lhe faça sentido no momento para uma reflexão posterior.

Descubra-se! 

Por:
Marcelo Lovato Penna
Simone Ap. Baldavia Girotto
Equipe EDH