22 março 2012

A Mitologia e a Nossa Vida

        A mitologia se refere ao estudo de mitos. Os mitos são histórias que foram baseadas em lendas e tradições de uma determinada cultura que tentam encontrar as respostas para as questões mais profundas e complexas do ser humano como a origem do mundo, a origem de sua própria criação, suas questões existenciais, etc. Sua linguagem simbólica expressa à busca pela explicação dos mistérios da vida. É um fenômeno cultural que influencia diretamente o pensamento humano.

        Os mitos transmitem imagens que retratam o conteúdo simbólico da psique humana, eles descrevem as experiências e padrões humanos fundamentais de desenvolvimento. Sendo universais, os mitos com suas narrativas cheias de personagens diversificados, heróis, monstros, situações cruciais e conteúdos carregados de símbolos nos ajudam pelo fato de percorrermos por diversas experiências partilhadas ao longo de nossa vida, nos auxiliam a dar forma e sentido a todas essas experiências, pois eles reproduzem a nossa vida por meio dessas figuras e histórias. As diversas temáticas dessas experiências podem ser, por exemplo, nascimento, morte, adolescência, velhice, amor, traição, religião, etc.

        A mitologia grega é a mais conhecida, porém há muitas outras que compõem essas temáticas, como a mitologia romana, mitologia egípcia, mitologia céltica, mitologia nórdica, mitologia brasileira, entre outras.

        Há conteúdos enriquecedores em todas essas narrativas mitológicas, elas trazem conflitos humanos que ao longo do tempo não se dissiparam. Podemos encontrar na história de Aquiles, por exemplo, que fala das grandes expectativas da mãe em relação ao filho. Já a triste história de Eco e Narciso, nos revela o perigo de não conhecermos a nós mesmos. Com a história de Orfeu e Eurídice nos deparamos com a dificuldade de lidar com o luto. E, por fim, a história do Rei Midas, nos trazendo a velha questão de que a riqueza por si só não traz felicidade.


“Essas informações vindas de época antigas
que têm a ver com os temas que sempre ajudaram a vida do homem,
ajudaram a construir civilizações e formar religiões ao longo dos milênios,
têm a ver com problemas profundos internos,
mistérios internos e umbrais internos de passagens.
E se você não conhecer os sinais ao longo do caminho
terá que descobrir tudo sozinho”.


Trecho retirado do Livro “O Poder do Mito” de Joseph Campbell

Josiane Marques de Souza
Psicóloga – Equipe EDH

09 março 2012

Ser Mulher

        Ter múltiplos papéis sobrecarregados, cobranças sociais e familiares, conflitos envolvendo a educação dos filhos e a colaboração ativa profissional, faz da vida de uma mulher uma verdadeira batalha para sua felicidade e evolução.

        A vida estressante nos dias de hoje, ainda traz temores do envelhecimento, da perda da libido e da beleza, risco de envolvimento dos filhos com drogas e violência, do fim do casamento, conflitos no namoro, dificuldade em se relacionar com alguém, encontrar esse alguém, etc. Viver diferenças exige generosidade e amadurecimento, precisamos assumir nossas fragilidades, envolvendo-se na entrega e não sofrer em aceitá-las. Nem toda diferença é estressante, algumas são até boas, mas há necessidade de reconhecê-las, aceitá-las para poder então, superá-las sem sofrer. Buscar a criatividade diante da diferença. Há necessidade de um crescimento psicológico da humanidade, numa sociedade que cultiva o corpo, o dinheiro e o consumismo.

        Onde está a naturalidade, a afetividade, a espiritualidade, a verdadeira sensualidade? Onde está a tua contribuição, a tua marca enquanto mulher? Será que temos que olhar somente para esse corpo e o dinheiro que nos impõe o “ter”? Onde está o “ser”?

         Pensando nisso, quero prestar minha homenagem, citando uma mulher que foi além, não só pensou, mas agiu em prol do ser e fez a diferença:

        NISE DA SILVEIRA (15/02/1905 – 30/10/1999): Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Colocou nas mãos dos esquizofrênicos, argila, pincéis e tintas. Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina. Durante a Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. A denúncia levou à sua prisão em 1936 por 18 meses. Foi uma pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de co-terapeutas. Introduziu e divulgou no Brasil a psicologia junguiana. Interessada em seu estudo sobre as mandalas, tema recorrente nas pinturas de seus pacientes, ela escreveu em 1954 a Carl Gustav Jung que a estimulou a apresentar uma mostra das obras de seus pacientes com o nome de "A Arte e a Esquizofrenia". Sua pesquisa em terapia ocupacional e o entendimento do processo psiquiátrico através das imagens do inconsciente, deram origem a diversas exibições, filmes, documentários, audiovisuais, cursos, simpósios, publicações e conferências. Faleceu aos 94 anos com complicações respiratórias.


Qual será o verdadeiro significado de ser mulher?


        Aproveito para indicar a peça: Nise da Silveira Senhora das Imagens – Teatro Eva Herz - Av. Paulista, 2073 Conjunto nacional – Quartas e Quintas às 21 h. Maiores informações:
http://www.livrariacultura.com.br/teatro/index.asp?l=resenha&npeca=44 


Edileine Sanches
Psicóloga - Equipe EDH

04 março 2012

Vivencia: Mandalas e Dança Circular

O significado da palavra mandala é círculo. Elas foram estudadas por Carl Gustav Jung que as considerou como uma figura relativo à integração e a plenitude psíquica, voltando ao esforço natural de auto cura.

As Danças Circulares são danças de roda que foram coletadas pelo bailarino e coreógrafo alemão Bernhard Wosien, são danças folclóricas dos povos do mundo todo.

Essas duas práticas compartilham de inúmeros benefícios em comum como harmonia, equilíbrio, concentração, permitindo o contato com a linguagem simbólica e percepção de si mesmo.

Responsáveis: Josiane Marques de Souza – Psicóloga
   Simone Ap. Baldavia Girotto - Psicóloga

Objetivo: Vivenciar atividades com o círculo por meio da mandala e a dança circular que proporcionam buscar novas possibilidades de captar formas não percebidas explicitamente.

Público Alvo: Destinado a adultos.


“Nossa vida é um dançar constante ao redor do centro”

(Mandalas – Rudiger Dahlke)

Data: 30 de Março de 2012
Horário: 20:00hs até 21:30hs
Valor de investimento: R$15,00

VAGAS LIMITADAS!!!
 
Inscrições até o dia 27/03/2012
Informações e Inscrições pelo telefone: 9500-6670
 

Para conhercer mais sobre as Mandalas e a Dança Circular acesso nossos artigos: