Ter múltiplos papéis sobrecarregados, cobranças sociais e familiares, conflitos envolvendo a educação dos filhos e a colaboração ativa profissional, faz da vida de uma mulher uma verdadeira batalha para sua felicidade e evolução.
A vida estressante nos dias de hoje, ainda traz temores do envelhecimento, da perda da libido e da beleza, risco de envolvimento dos filhos com drogas e violência, do fim do casamento, conflitos no namoro, dificuldade em se relacionar com alguém, encontrar esse alguém, etc. Viver diferenças exige generosidade e amadurecimento, precisamos assumir nossas fragilidades, envolvendo-se na entrega e não sofrer em aceitá-las. Nem toda diferença é estressante, algumas são até boas, mas há necessidade de reconhecê-las, aceitá-las para poder então, superá-las sem sofrer. Buscar a criatividade diante da diferença. Há necessidade de um crescimento psicológico da humanidade, numa sociedade que cultiva o corpo, o dinheiro e o consumismo.
Onde está a naturalidade, a afetividade, a espiritualidade, a verdadeira sensualidade? Onde está a tua contribuição, a tua marca enquanto mulher? Será que temos que olhar somente para esse corpo e o dinheiro que nos impõe o “ter”? Onde está o “ser”?
NISE DA SILVEIRA (15/02/1905 – 30/10/1999): Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Colocou nas mãos dos esquizofrênicos, argila, pincéis e tintas. Está entre as primeiras mulheres no Brasil a se formar em Medicina. Durante a Intentona Comunista foi denunciada por uma enfermeira pela posse de livros marxistas. A denúncia levou à sua prisão em 1936 por 18 meses. Foi uma pioneira na pesquisa das relações emocionais entre pacientes e animais, que costumava chamar de co-terapeutas. Introduziu e divulgou no Brasil a psicologia junguiana. Interessada em seu estudo sobre as mandalas, tema recorrente nas pinturas de seus pacientes, ela escreveu em 1954 a Carl Gustav Jung que a estimulou a apresentar uma mostra das obras de seus pacientes com o nome de "A Arte e a Esquizofrenia". Sua pesquisa em terapia ocupacional e o entendimento do processo psiquiátrico através das imagens do inconsciente, deram origem a diversas exibições, filmes, documentários, audiovisuais, cursos, simpósios, publicações e conferências. Faleceu aos 94 anos com complicações respiratórias.
Qual será o verdadeiro significado de ser mulher?
Aproveito para indicar a peça: Nise da Silveira Senhora das Imagens – Teatro Eva Herz - Av. Paulista, 2073 Conjunto nacional – Quartas e Quintas às 21 h. Maiores informações:
http://www.livrariacultura.com.br/teatro/index.asp?l=resenha&npeca=44
Edileine Sanches
Psicóloga - Equipe EDH

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