O assunto mais discutido no
momento têm sido a decisão da Taça Libertadores da América.
Temos vistos torcedores
fanáticos, torcendo, chorando, sofrendo pelo time, desenvolvendo rituais que
acreditam que influencim na decisão do título e são capazes de qualquer coisa
que julguem necessárias para “empurrar o time”.
Dentro desse contexto,
resolvi abordar o tema “Fanatismo e suas complicações”. A idéia é
explanar o assunto e demonstrar que, se não controlado, afeta a vida pessoal e
psíquica de cada um.
Fanatismo é o estado psicológico caracterizado por fervor
excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa, causa ou tema. Esse
estado psicológico é extremamente freqüente em paranóides e pode apresentar
delírios.
Em Psicologia, os
fanáticos são dotados das seguintes características:
Agressividade;
Preconceitos diversos;
Estreiteza mental;
Ódio;
Sistema subjetivo de valores;
Intenso individualismo;
Extrema credulidade à causa, com incredulidade total
quanto a causas contrárias;
Demora excessivamente prolongada em determinada
situação/circunstância.
Em geral, a conduta da
pessoa fanática é marcada pelo radicalismo e por absoluta intolerância para com
todos os que não compartilhem suas predileções.
O fanático tem uma visão de
mundo bastante dicotômica, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam
seu modo de pensar, levando o indivíduo a adotar condutas irracionais e
agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à
violência para impor seu ponto de vista.
Tradicionalmente, o
fanatismo aparece associado a temas de natureza religiosa ou política, porém,
mais recentemente, ele se tem mostrado também em outros cenários, como os das
torcidas de futebol.
Para os fanáticos
torcedores, jogos decisivos para classificações em campeonatos, ou mesmo,
conquista de títulos são verdadeiras torturas. Afetam seu humor, os deixam
apreensivos, tensos, agressivos. No momento do jogo, os fanáticos torcedores
são acometidos por sintomas físicos, sendo os mais comuns: sudorese, palpitação
cardíaca, nervosismo excessivo, tensão muscular, dentre outros.
É necessário controlar
esses estímulos, pois, via de regra, o fanático oferece riscos à sociedade e
deve ser contido, às vezes, chegando a ser detido como punição de seu
comportamento.
Mas o fanatismo tem cura! O
primeiro passo é reconhecer-se como tal e o segundo passo é buscar a ajuda
profissional de um psicólogo, sendo a terapia uma grande aliada nesse
tratamento.
Kely Oliveira
Psicóloga