05 julho 2012

Fanatismo e suas Complicações

            O assunto mais discutido no momento têm sido a decisão da Taça Libertadores da América.
            Temos vistos torcedores fanáticos, torcendo, chorando, sofrendo pelo time, desenvolvendo rituais que acreditam que influencim na decisão do título e são capazes de qualquer coisa que julguem necessárias para “empurrar o time”.
Dentro desse contexto, resolvi abordar o tema “Fanatismo e suas complicações”. A idéia é explanar o assunto e demonstrar que, se não controlado, afeta a vida pessoal e psíquica de cada um.
Fanatismo é o estado psicológico caracterizado por fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa, causa ou tema. Esse estado psicológico é extremamente freqüente em paranóides e pode apresentar delírios.  

Em Psicologia,  os fanáticos são dotados das seguintes características: 

Agressividade;
Preconceitos diversos;
Estreiteza mental;
Ódio;
Sistema subjetivo de valores;
Intenso individualismo;
Extrema credulidade à causa, com incredulidade total quanto a causas contrárias;
Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.

Em geral, a conduta da pessoa fanática é marcada pelo radicalismo e por absoluta intolerância para com todos os que não compartilhem suas predileções.
O fanático tem uma visão de mundo bastante dicotômica, onde o mal reside naquilo e naqueles que contrariam seu modo de pensar, levando o indivíduo a adotar condutas irracionais e agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista.
Tradicionalmente, o fanatismo aparece associado a temas de natureza religiosa ou política, porém, mais recentemente, ele se tem mostrado também em outros cenários, como os das torcidas de futebol.
Para os fanáticos torcedores, jogos decisivos para classificações em campeonatos, ou mesmo, conquista de títulos são verdadeiras torturas. Afetam seu humor, os deixam apreensivos, tensos, agressivos. No momento do jogo, os fanáticos torcedores são acometidos por sintomas físicos, sendo os mais comuns: sudorese, palpitação cardíaca, nervosismo excessivo, tensão muscular, dentre outros.
É necessário controlar esses estímulos, pois, via de regra, o fanático oferece riscos à sociedade e deve ser contido, às vezes, chegando a ser detido como punição de seu comportamento.
Mas o fanatismo tem cura! O primeiro passo é reconhecer-se como tal e o segundo passo é buscar a ajuda profissional de um psicólogo, sendo a terapia uma grande aliada nesse tratamento.

                                                                                                                                                   
Kely Oliveira
Psicóloga

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