Caracterizado como uma crise de ansiedade, o Transtorno de Pânico, antigamente conhecido como Síndrome do Pânico, causa um sofrimento enorme aos portadores.
Os sintomas revelam-se com uma angústia intensa, aperto no peito, sudorese, calafrios, formigamento nas mãos e pés, taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente, sensação de desmaio freqüente, choro sem motivo aparente e medos de fazer coisas comuns ao cotidiano.
Em geral, ao perceber os sintomas, o paciente procura um pronto-socorro, porém, não há nenhum exame que determine o transtorno de pânico, pois é um sofrimento psíquico que, somatizado, acaba refletindo no estado físico e com isso, retarda o diagnóstico. Comumente o paciente é medicado, sua ansiedade é controlada e é dispensado do hospital, porém, como não está sendo realizado um tratamento específico, as possibilidades dos sintomas persistirem e esse paciente retornar ao posto médico são grandes.
O ideal é que o diagnóstico seja feito por um médico especializado, sendo o psiquiatra, que acompanhará esse paciente com um tratamento direcionado. O medicamento é necessário nesse momento para auxiliar o paciente a sair da crise e aliviar os sintomas, e em paralelo, deve procurar um psicoterapeuta para auxiliá-lo a entender as causas da manifestação desse transtorno e aprender a controlá-lo.
É comum que o paciente sinta medo de sentir medo, mas existe tratamento e a função da psicoterapia é fortalecer esse paciente para lidar com suas questões e tornar-se cada vez menos dependente de um tratamento medicamentoso.
Mas atenção: é possível evitar esse tipo de sofrimento se você já faz terapia, pois certamente está em um processo de autoconhecimento e já consegue lidar com suas questões, ou pelo menos já tem um profissional capacitado para auxiliá-lo. Então... Faça Terapia!
Kely A. Oliveira Torrente Barreto
Psicóloga Equipe EDH
Nenhum comentário:
Postar um comentário