09 fevereiro 2012

Mandalas e seus Benefícios

Mandala nada mais é que um círculo. Na tradição Hinduísta uma Mandala determina um espaço sagrado central desenhada ou pintada, figura como suporte para meditação. Na tradição budista tibetana, os lamas consideram as Mandalas como sendo uma imagem interior, representante da situação intrapsíquica que, estando perturbada, busca auto cura espontaneamente.
As Mandalas também servem como estimulo da mente, bem como à concentração, quando se busca equilibrar as emoções, pensamentos e até os aspectos que se estendem ao campo físico humano. Desta maneira, pressupõe-se que tais desenhos circulares figurem como fonte de cura.
Na psicologia as Mandalas foram intensamente estudadas por Carl Gustav Jung que as considerou como uma figura (arquétipos) relativo a integração e a plenitude psíquica, voltando ao esforço natural de auto cura. Neste sentido, pintar Mandalas é o ato que equivale a certa experiência auto projetiva, valendo como um registro, uma foto do estado emocional do individuo e da sua atuação, do seu jeito de ser no mundo e da sua maneira de vivenciar suas experiências. Elas ajudam na concentração, diminuindo a campo físico circular da visão, restringindo-se até o centro.
Quando uma pessoa elabora uma Mandala num contexto terapêutico, na verdade, ele já esta limitando um espaço pessoal, um lugar de proteção, dirigindo seu foco para a dinâmica envolvida em sua existência e na maneira de vivenciar suas experiências. Criar imagens numa Mandala possibilita ao individuo ir além de suas percepções automáticas, oferecendo-lhe oportunidade de captar novas formas que podem lhe mostrar sua realidade não percebida explicitamente. As imagens de uma Mandala possibilitam, ainda, a integração do que é percebido pela pessoa com conteúdos ocultos (latentes), não evidentes. O efeito das Mandalas podem ser tranquilizantes, pode abrir espaço para a compreensão de experiências traumáticas, medos e conflitos de maneira mais tranquila que seja menos pesado para a pessoa.

Benefícios que desenhar ou pintar Mandalas proporcionam:

Desenvolver nas pessoas a auto estima por meio da criatividade em ação;
Desenvolver novas formas de expressão;
Expandir seu conhecimento e sua imaginação;
Conduzir as pessoas à descoberta de potencialidades;
Melhora do raciocínio;
Aclama, proporcionando relaxamento físico e mental;
Aumenta a concentração;
Direciona as ações, centrando o pensamento;
Reestrutura o hemisfério direito cerebral, local da intuição e da criatividade;
Leva o contato com a própria essência, expandindo a consciência;
Desenvolve a paciência e a tolerância a frustação;
Leva à descoberta de novas formas de ver o mundo exterior, proporcionando melhoria nas relações interpessoais;
Filtra as mensagens violentas que chegam, proporcionando respostas mais centradas e tranquilas.

Convidamos você a vivenciar esta experiência!

Abaixo segue um modelo de Mandala e algumas dicas para pinta-la:
  1. Não racionalize este processo, deixe sua mente livre, siga sua intuição.
  2. Escolha um momento confortável que possa estar com você.
  3. Coloque uma música, se desejar, criando assim um clima de aconchego.
  4. Comece a colorir conforme sua intuição lhe pedir, olhe para os lápis e busque a cor que mais lhe atraia e inicie sua pintura.
  5. Perceba seus pensamentos, mas não brigue com eles, sinta os sentimentos e lembranças que chegam a sua mente enquanto preencha determinado espaço ou utilize determinada cor.
  6. Ao terminar observe-a por alguns instantes, dê um título à sua Mandala.
  7. Faça algumas anotações sobre a experiência e sobre sua observação sobre o desenho pronto, mesmo que não lhe faça sentido no momento para uma reflexão posterior.

Descubra-se! 

Por:
Marcelo Lovato Penna
Simone Ap. Baldavia Girotto
Equipe EDH

Um comentário:

  1. Adorei o texto como todos os que são postados. Alias, tive o privilégio de acompanhar o trabalho do Professor Marcelo com um grupo de alunos, onde realizou um trabalho especial utilizando mandalas, e realmente os resultados foram admirar.

    Parabéns a todos!

    Nicoly Amorim.

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