29 abril 2012

Vivência: Caminhando Sobre o Labirinto

Convidamos você para entrar num caminho rumo ao seu íntimo, e ao encontro da força que o impulsiona para a vida.  Isto será feito por meio de uma caminhada sobre um LABIRINTO.

O LABIRINTO consite num símbolo antigo e misterioso, que tem instigado a imaginação humana, por milhares de anos. Ele pode figurar como um caminho para a cura da mente e corpo, oferecendo um espaço de relaxamento e, também, para meditar a respeito da jornada da vida.

           Percorrer o labirinto lhe proporciona a oportunidade de ouvir a si mesmo e sentir quais são as suas necessidades, ao mesmo tempo em que reconstitui seus níveis de energia.

Responsáveis: Edileine Sanches – Psicóloga
                               Marcelo Lovato Penna - Psicólogo

Objetivo: Percorrer o labirinto para uma reflexão, ou apenas como um divertimento, com um ambiente seguro, acolhedor, desafiador para que você pratique a arte de estar consigo mesmo e com o outro.

Público Alvo: Destinado a adultos.

Data:  16 de Junho de 2012 (Sábado).
Horário: 15:00hs até 17:00hs
Valor de investimento: R$30,00
Informações pelo telefone: 9500-6670

VAGAS LIMITADAS!!!

Local: Rua Virgínia Aurora Rodrigues, 114 - Osasco – Centro
(Próximo ao Mercado Municipal de Osasco)

22 abril 2012

Corremos dentro dos corpos

“Como o sangue, corremos dentro dos corpos no momento em que abismos os puxam e devoram.
Atravessamos cada ramo das árvores interiores que crescem do peito e se estendem pelos braços, pelas pernas, pelos olhares.
As raízes agarram-se ao coração e nós cobrimos cada dedo fino dessas raízes que se fecham e apertam e esmagam essa pedra de fogo. 
Como sangue, somos lágrimas.
Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o único objeto que pode ser tocado. Debaixo da pele, envolvemos as memórias, as ideias, a esperança e o desencanto.” 

                                                                                                                             (José Luís Peixoto)


Trago esse poema para reflexão.
Cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada comportamento reflete o que de fato estamos sentindo e como estamos lidando com nossas emoções, nossos conflitos, nossos sentimentos, dissabores, etc.
Dentro dessa perspectiva, lanço algumas questões: 
 
  • Como você está se apresentando ao mundo e como, de fato, gostaria de ser visto? 
  • Será hora de rever seus conceitos e valores, ou reafirmá-los? 


Faça o teste, pergunte as pessoas ao seu redor e sinta de que forma está permitindo que as pessoas o conheçam ou que você mesmo se conheça.
                                              

                                                                                                         Kely Oliveira
                                                                                                                       Psicóloga Equipe EDH

06 abril 2012

O menino

Eles queriam ser prósperos, subir na vida, oferecer ao menino tudo aquilo que não tiveram quando crianças. Eles queriam ganhar todo o dinheiro que lhes dessem condições para que o menino tivesse bastante brinquedos, calçados bons e roupas caras. Haveria de chegar o tempo do ingresso à escolinha, ao ensino fundamental, ao ensino médio, claro, sempre em escolas particulares para que o menino diferenciado pudesse se destacar na profissão, ser um homem de sucesso e com vida financeira confortável.

Eles queriam que o menino tivesse patins, bicicleta, tablets, iPod, celulares e todos os artigos que o colocasse em destaque dentro do seu grupo de amigos. Seria bom que comprassem um jet ski, também, para rasgar as águas do oceano sem barreiras. Eles iriam passar as férias num condomínio elegante de uma praia fashion. Mas, nesse mesmo balneário, por uma fatalidade, o menino atropelaria um banhista com o tal do jet ski e, então, todos da família precisariam do dinheiro para fugirem do flagrante do crime num helicóptero alugado.

Precisariam usar dinheiro para pagarem bons advogados que iriam livrá-los de consequências jurídicas graves. Depois de um tempo, tudo voltaria ao normal e seria hora de dar ao menino um carro 0 km, com a cor da moda, todos os acessórios opcionais e um som bem potente para mostrar a todos quão cafona pode ser um ser humano.
  
E o banhista? Oras, o banhista era apenas uma fatalidade na vida do menino.
 - Para refletir:
  
1) Quem são "eles"?
2) Quem é o "menino"?
3) Quem somos nós?
4) Quanto do "menino" e "deles" temos em nós?
5) Quão pertos/distantes estamos deles?
6) Quando "somos"?
7) Quando "temos"?

Marcelo Lovato Penna
Psicólogo Equipe EDH