22 abril 2012

Corremos dentro dos corpos

“Como o sangue, corremos dentro dos corpos no momento em que abismos os puxam e devoram.
Atravessamos cada ramo das árvores interiores que crescem do peito e se estendem pelos braços, pelas pernas, pelos olhares.
As raízes agarram-se ao coração e nós cobrimos cada dedo fino dessas raízes que se fecham e apertam e esmagam essa pedra de fogo. 
Como sangue, somos lágrimas.
Como sangue, existimos dentro dos gestos. As palavras são, tantas vezes, feitas daquilo que significamos. E somos o vento, os caminhos do vento sobre os rostos. O vento dentro da escuridão como o único objeto que pode ser tocado. Debaixo da pele, envolvemos as memórias, as ideias, a esperança e o desencanto.” 

                                                                                                                             (José Luís Peixoto)


Trago esse poema para reflexão.
Cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada comportamento reflete o que de fato estamos sentindo e como estamos lidando com nossas emoções, nossos conflitos, nossos sentimentos, dissabores, etc.
Dentro dessa perspectiva, lanço algumas questões: 
 
  • Como você está se apresentando ao mundo e como, de fato, gostaria de ser visto? 
  • Será hora de rever seus conceitos e valores, ou reafirmá-los? 


Faça o teste, pergunte as pessoas ao seu redor e sinta de que forma está permitindo que as pessoas o conheçam ou que você mesmo se conheça.
                                              

                                                                                                         Kely Oliveira
                                                                                                                       Psicóloga Equipe EDH

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