22 dezembro 2011

ISMÁLIA (Alphonsos de Guimarães)

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar...

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


Num contexto médico ou psicológico, quando se diz que alguém enlouqueceu, está-se afirmando que essa pessoa desenvolveu uma doença psiquiátrica que a priva do uso da razão.

Mas o verbo enlouquecer também faz parte do vocabulário cotidiano e carrega em si uma representação do senso comum distante do contexto clínico, na medida em que é empregado para nomear atitudes que parecem estranhas, incomuns, insensatas e excentricas.

O poema Ismália, de Alphonsos Guimaraens, em seu primeiro verso, grafa a palavra enlouqueceu e nos apresenta possibilidade dual quanto ao seu significado: Ismália teria entrado em surto e se suicidado por conta de delírios ou teria perdido o equilíbrio emocional momentaneamente, conduzindo-a a tal desfecho?

Muitas análises podem ser feitas a partir de enfoques litrários, filosóficos, gramaticais, etc. Aqui, desejamos utilizar o poema como um estímulo para reflexão pessoal, livrando o leitor da preocupação de fazer uma análise "formal", "correta" ou "errada".

Para isso, sugerimos algumas perguntas que poderão figurar como roteiro para uma análise pessoal de atitudes cotidianas:

1- Qual é a sua definição da palavra ENLOUQUECER? (Não vale a definição do dicionário!)
2- De que maneiras podemos "enlouquecer"?
3- Quantas vezes você interpreta imagens opostas mantendo um só ponto de vista?
4- Como saber em qual imagem acreditar?
5- Quanto você deseja coisas que estão fora da sua realidade?
6- Querer duas coisas ao mesmo tempo, muitas vezes nos obriga a fazer escolhas, e toda escolha implica numa renúncia. Como você lida com essa verdade?
7- Quanto você valoriza suas conquistas?
8- Quanto você alimenta o amargo de suas derrotas?
9- Quais atitudes você tomou na vida que foram rotuladas como "loucura"?
10- Como você reagiu à crítica dos outros?

Ficam essas indagações para você refletir a respeito dos seus desejos, metas, conquistas e frustrações. O momento é propício, pois estamos encerrando o ano e um novo tempo se anuncia, trazendo a possibilidade de mudanças.


A Equipe do EDH – Espaço de Desenvolvimento Humano
aproveita o momento para desejar a todos Boas Festas!


Marcelo Lovato Penna
Psicólogo Equipe EDH

08 dezembro 2011

Síndrome de Otelo

Por volta de 1603, William Shakespeare escreveu a peça “Otelo – O Mouro de Veneza”, um texto que se tornou um grande clássico da literatura universal que em 1995 ganhou formato cinematográfico.

O ciúme patológico também é conhecido pelo nome de Síndrome de Otelo, recebeu esse nome em referência ao texto de Shakespeare. Nessa história trágica, o personagem Otelo foi induzido por seu alferes Iago a duvidar da fidelidade de sua esposa Desdêmona junto com seu amigo Cássio. Quando Otelo fica totalmente dominado pelo ciúme que sentia pela esposa, acreditando que ela o traía com seu amigo, ele a mata, sem desconfiar que estivesse sendo vítima dos planos de Iago.

Não há como medir a diferença entre o ciúme considerado normal e o ciúme patológico, isso torna mais complicado definir até que ponto o ciúme é ou não saudável. Porém, um fator considerável que sinaliza o quanto o ciúme já ultrapassou os limites do bom senso é o sofrimento do casal.

Algumas características ajudam a identificar se um indivíduo está ou não sendo vítima dessa síndrome. A pessoa está sempre fazendo interpretações distorcidas da realidade, por isso não consegue provar concretamente nenhuma suspeita, não há explicações racionais para justificar a suspeita de infidelidade do parceiro, sente que o relacionamento está sendo ameaçado constantemente, teme perder o parceiro para uma terceira pessoa, sua vida é prejudicada por seus próprios pensamentos, emoções e comportamentos extremos.

Dentre esses comportamentos estão, por exemplo, examinar bolsos, ler e-mails, ouvir conversas no telefone, vasculhar a carteira, seguir a pessoa, contratar detetive particular, telefonar e interrogar constantemente, proibir o uso de algumas roupas, não deixar que o parceiro saia sozinho, exigir que se afaste de algumas pessoas, etc. Porém, mesmo com todos esses comportamentos, o provável é que não encontrem alívio para o sofrimento intenso de ambos, ao contrário, tudo isso contribui para destruir aos poucos a harmonia do relacionamento.

A pessoa portadora do ciúme patológico realmente acredita na infidelidade do parceiro, para ela é real, mas como não consegue comprovar o fato, isso lhe causa muito sofrimento, principalmente porque o parceiro além de negar a existência de uma terceira pessoa, também verbaliza que o outro está inventando coisas que não existem.

Por isso, o ciúme patológico é um delírio, que tem sua limitação apenas no parceiro quanto sua fidelidade. Existe a possibilidade de agressão física e psicológica com seus parceiros e com outras pessoas que acreditam existir algum tipo de envolvimento com eles.

Um outro fator importante é que a pessoa com a Síndrome de Otelo duvida do amor que o parceiro sente por ela, não se sente amada, valorizada ou importante para o parceiro, problemas com a auto-estima são evidentes. Com isso, estar em um relacionamento como este é significativamente penoso, pois as brigas, cobranças, justificativas e ameaças são presentes e desgastantes. Nesse momento, sem a ajuda de um profissional terapeuta e psiquiatra fica difícil o entendimento do problema que é tratável e tem uma grande possibilidade de melhora.

Link do trailer do filme, dirigido por Oliver Parker (1995):

 Josiane Marques de Souza
Psicóloga Equipe EDH

25 novembro 2011

A Sabedoria do Corpo

É preciso respeitar o corpo, ser grato por ele e ser grato a ele. Ele é o mecanismo mais complexo que existe e é o que está mais próximo de você, é o mistério de toda a existência e precisa ser amado. Há uma conexão profunda entre corpo e mente e essa conexão afeta profundamente nossa saúde física e nosso bem-estar. O bem-estar físico é profundamente relacionado ao bem-estar mental.

Qualquer coisa que você faça fisiologicamente afeta sua mente e qualquer coisa que você faça psicologicamente afeta seu corpo. Se você ignorar, reprimir seus instintos naturais, você ficará doente, não estará saudável e não estará inteiro.

Quando existe um conflito entre mente e corpo, na maioria das vezes, o corpo estará mais correto do que a mente, pois o corpo é natural, pertence à natureza enquanto que a mente é social, está relacionada à sociedade e à cultura.

O ser humano é uma unidade orgânica e precisa de um cuidado que não se restrinja apenas à parte que está doente. A parte doente é somente um sintoma de que o organismo, a totalidade está em dificuldade.

É importante entender, conhecer seu corpo e saber que ele sempre está pronto para ouvi-lo. Ele é uma grande fábrica de transformação, transforma comida em sangue e depois separa os elementos que são necessários em diferentes lugares e órgãos como olhos, pele, cérebro, etc. Milhões e milhões de células, e cada uma vivendo sua vida própria.

O corpo é sua terra, na compaixão, no amor, na raiva, no ódio, o corpo está do seu lado, ele é seu amigo. Depois que você muda de atitude com relação ao seu corpo, fica mais fácil entendê-lo.

O corpo vibra em torno do centro do coração. Os hindus chamam o coração, do sol do corpo. O corpo inteiro é um sistema solar que gira em torno do coração.

Portanto, deixe a vida acontecer, não perturbe sua harmonia, ouça seu coração com atenção e consciência, conflitos são necessários para o seu amadurecimento, para que você se torne uma pessoa integrada.

Seja uma luz para si mesmo! Preste atenção no seu corpo e viva bem suas emoções!
 
Edileine Sanches
Psicóloga-Equipe EDH
CRP 06/96.525

Fonte: O Corpo e Mente em Equilíbrio - Osho – Editora Sextante
           Tradução Denise Delela-2008

10 novembro 2011

Etapa

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
 
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
 
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos; o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
 
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
 
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que vivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
 
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que se tem.
 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
 
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
 
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando-o, e nada mais.
 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
 
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
 
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
 
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.
 
E lembra-te: tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
(Fernando Pessoa)

Gisele Rodrigues Bezerra
Psicóloga Equipe EDH

27 outubro 2011

Dependência Química, Doença ou Irresponsabilidade?

Atualmente tem se falado muito na epidemia do crack e outras drogas psicoativas lícitas ou ilícitas (álcool, cocaína, maconha, etc.), mas será que sabemos o que é a Dependência Química? Como ela age no organismo da pessoa?

Ouço muito as frases direcionadas as pessoas usuárias: “ele é um vagabundo”, “não tem vergonha na cara”,” não para porque não quer?”, “é safadeza!”, "é falta de caráter". Será que é isto mesmo?

Não, não é nada disto! A Dependência Química é uma doença (incurável, progressiva e mortal) reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que age no organismo da pessoa causando graves prejuízos físicos, psicológicos e sociais.

A dependência física altera o funcionamento do organismo quando a droga entra na corrente sanguínea e o corpo passa a necessitar cada vez mais da droga causando então a dependência química. Isto se dá através do sistema de recompensa cerebral (rede de neurônios), área responsável pelas sensações de prazeres, atuando como uma recompensa sempre que fazemos algo prazeroso que nos leva a repetições.

Sua atuação normal é através dos estímulos das funções fisiológicas (comer, beber e reproduzir), mas o sistema de recompensa também atua com o uso abusivo de álcool e outras drogas psicoativas, gerando um prazer muito mais intenso do que as funções fisiológicas naturais.

Sendo assim, as drogas para os usuários são tão necessárias quanto o alimento, água e repouso. É um desejo incontrolável, a droga se torna fundamental para que a pessoa possa continuar a viver!

Dentro do que já dissemos, a droga é boa! É uma fonte de prazer tão intensa que podemos comparar com vários orgasmos de uma única só vez.

Então qual o problema? O problema são as consequências que este uso traz! Consequências físicas, psicológicas, profissionais, familiares. A pessoa perde/abandona totalmente sua vida para que consiga buscar esta sensação de prazer que geralmente é imediato (minutos ou horas), ao passar o efeito a pessoa sai desesperadamente para consumir mais e mais a “sua droga de preferência”, podendo chegar a atos extremos (prostituição, roubos, assaltos, etc.), perdendo seus valores pessoais, sociais, familiares, profissionais, éticos, etc.

Existe tratamento para que a pessoa se mantenha abstinente (sem uso das drogas psicoativas)?

Sim, existem diversas formas de tratamento dependendo do grau em que se encontra a sua dependência química (acompanhamentos psiquiátricos, psicológicos, alcoólicos anônimos, narcóticos anônimos, internações, etc.).

Geralmente o tratamento causa grande sofrimento e angústia para a pessoa usuária e para a família que também adoece.

No tratamento a pessoa terá que aprender a controlar a vontade de usar sua “droga de preferência”, pois não existem remédios para cortar está vontade. Imagine aquele delicioso bolo de chocolate que adoramos e que não poderemos nunca mais comer!

No tratamento a pessoa passará por uma reestruturação pessoal, reconhecimento de si mesmo, de seus sentimentos, dos valores sociais, resgate do convívio familiar, etc.. Terá que reaprender a lidar com suas frustações, resolver seus problemas, lidar com o dinheiro, rever suas amizades, locais que frequentavam etc., estes são alguns fatores imprescindíveis para que a pessoa se mantenha abstinente e a afastem de situações de risco que poderá levá-lo a uma recaída.

Este é uma pequena descrição do que é a Dependência Química e seus efeitos.

Espero que você leitor, possa parar e refletir sobre assunto e tentar mudar a sua visão dessas pessoas que são discriminadas, excluídas, mas que no fundo são seres humanos tentando sobreviver ao descontrole de si próprio.

Simone Aparecida Baldavia Girotto
Psicóloga – Equipe EDH

13 outubro 2011

Transtorno de Pânico

Caracterizado como uma crise de ansiedade, o Transtorno de Pânico, antigamente conhecido como Síndrome do Pânico, causa um sofrimento enorme aos portadores.

Os sintomas revelam-se com uma angústia intensa, aperto no peito, sudorese, calafrios, formigamento nas mãos e pés, taquicardia, falta de ar, sensação de morte iminente, sensação de desmaio freqüente, choro sem motivo aparente e medos de fazer coisas comuns ao cotidiano.

Em geral, ao perceber os sintomas, o paciente procura um pronto-socorro, porém, não há nenhum exame que determine o transtorno de pânico, pois é um sofrimento psíquico que, somatizado, acaba refletindo no estado físico e com isso, retarda o diagnóstico. Comumente o paciente é medicado, sua ansiedade é controlada e é dispensado do hospital, porém, como não está sendo realizado um tratamento específico, as possibilidades dos sintomas persistirem e esse paciente retornar ao posto médico são grandes.

O ideal é que o diagnóstico seja feito por um médico especializado, sendo o psiquiatra, que acompanhará esse paciente com um tratamento direcionado. O medicamento é necessário nesse momento para auxiliar o paciente a sair da crise e aliviar os sintomas, e em paralelo, deve procurar um psicoterapeuta para auxiliá-lo a entender as causas da manifestação desse transtorno e aprender a controlá-lo.

É comum que o paciente sinta medo de sentir medo, mas existe tratamento e a função da psicoterapia é fortalecer esse paciente para lidar com suas questões e tornar-se cada vez menos dependente de um tratamento medicamentoso.

Mas atenção: é possível evitar esse tipo de sofrimento se você já faz terapia, pois certamente está em um processo de autoconhecimento e já consegue lidar com suas questões, ou pelo menos já tem um profissional capacitado para auxiliá-lo. Então... Faça Terapia!


Kely A. Oliveira Torrente Barreto
Psicóloga Equipe EDH

29 setembro 2011

"Sete anos de pastor Jacob servia"

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia ela,
E a ela só por prêmio pretendia.

Os dias na esperança de um só dia
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela
Em lugar de Raquel, lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: - Mais serviria, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida.

(Luís de Camões)

Perguntas para reflexão:
- A quem você "serve" fingindo "servir" a você?
- A quem você "serve" buscando determinado "prêmio"?
- O "prêmio" é pra suprir uma vontade ou uma necessidade sua?
- O que em sua vida está aquém do que você precisa ou deseja?
- O que te faz passar os dias somente a esperar por algo?
- O que te impede de agir?
- Quando você pensa que "os outros" atrapalharam a sua vida, o que você faz com aquilo que "os outros" fizeram de sua vida?


Marcelo Lovato Penna
Psicólogo Equipe EDH

15 setembro 2011

Homossexualidade

A homossexualidade define-se pelo interesse e desejo sexual em relação a pessoas do mesmo sexo. Há homossexuais que também tem atividade heterossexual, sendo nesse sentido, bissexuais. A homossexualidade e a bissexualidade atualmente, por si só, não são consideradas transtornos mentais; somente nos casos em que elas representam uma grande fonte de sofrimento significativo para o indivíduo é que a ajuda profissional busca proporcionar alívio para tal sofrimento.

Abaixo a dica do filme “Orações Para Bobby” (Prayers for Bobby, 2009), que retrata a questão da homossexualidade de um jovem que além enfrentar os próprios conflitos da sua orientação sexual, também encontra dificuldades de aceitação da família.

Sinopse: Baseado numa história real publicada no livro homônimo de Leroy F. Aarons, “Orações Para Bobby” (Prayers for Bobby, 2009) retrata o contexto de uma família religiosa que segue os princípios da Bíblia. Quando a mãe, Mary (Sigourney Weaver), descobre que seu filho Bobby (Ryan Kelley) é homossexual, ela tenta “curá-lo” levando o filho para cultos religiosos e terapias. As dificuldades em lidar com a situação faz com que Bobby cometa suicídio. Após esse fato, sua mãe encontra seu diário e passa a ter conhecimento do sofrimento dele. Isso faz com que ela se torne uma ativista em prol dos direitos dos homossexuais.

Veja o trailler:

Segue também o link de um texto do Dr. Drauzio Varella, "Causas da Homossexualidade":
 

Josiane Marques de Souza
Psicóloga Equipe EDH

01 setembro 2011

Qual a diferença entre Sentimento e Emoção? Você sabe?!

Os sentimentos seriam ações decorrentes de decisões tomadas por uma pessoa. Por exemplo, o amor é o ato de sempre decidir pelo bem a favor do outro ou algo, independente das circunstâncias.

As sensações físicas sentidas surgem como consequência da decisão de amar. Essas sensações que uma pessoa sente por outra são apenas emoções (sensações corporais), consequentes do instinto que a levou sentir atração física pela outra.

Portanto, a emoção é uma experiência de duração mais breve, e é acompanhada por componentes físicos, motores e glandulares. O sentimento está ligado ao conjunto de crenças e à estrutura do pensamento, enquanto que a emoção está no corpo, são sensações físicas. A ligação entre sentimento e emoção é tão intensa e completa que os dois se fundem, fazendo com que o homem se torne um ser único e indivisível.

Todas as pessoas têm em graus variados, uma inconsciência do que sente. Quanto mais consciente se tornem esses sentimentos, mais as pessoas podem conviver com experiências emocionais. Não podemos observar um sentimento, mas sim os efeitos que ele produz (corpo). Quando você está triste seu estômago está triste, quando você está alegre seu estômago também está, e é assim para todas as partes do corpo.

Fica claro que, à medida que somos capazes de descarregar nossos sentimentos, associando às lembranças específicas, eles perdem o poder de atormentar, pois se forem negados, guardados, temidos, usados defensivamente e afastados se transformarão em doença.

Assumir os sentimentos é um dos passos para a maturidade e para saber lidar com os próprios estados emocionais. O sentimento faz parte da vida do indivíduo, ele é individual, único e intransferível, não podemos sentir pelo outro e nem saber exatamente o que o outro está sentindo. Somente o dono do sentimento sabe de onde ele vem, que nome ele tem e como pode encará-lo.

Agora que você já sabe a diferença, fale de seus sentimentos e viva melhor com suas emoções!!!
 
Edileine Sanches
Psicóloga Equipe EDH
Fontes:
Site Wikipédia
Music, Graham – Afetos e Emoções – Tradução Carlos Mendes Rosa / RJ - Conceitos de Psicanálise; vol. 20, 2005.

27 agosto 2011

27/08 - Dia do Psicólogo

Ser Psicólogo, é ouvir, é sentir o que o outro sente,
Sem se deixar influenciar por estes sentimentos;
Ser Psicólogo é ser investigador;
Ser Psicólogo é mostrar ao outro aquilo
Que muitas vezes ele não deseja ver,
E que em outras ele deseja, mas não consegue;
Ser Psicólogo é tentar estar livre de preconceitos;
Ser Psicólogo é possuir a chave que abrirá muitas caixas de segredos;
Ser Psicólogo é ter a possibilidade de colocar-se no lugar do outro e poder voltar;
Ser Psicólogo é ver o mundo com outro olhar;
Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
É também uma notável dádiva de desenvolver o dom de usar a palavra,
O olhar, as expressões e até mesmo o silêncio...
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar,
Fortalecer, compreender, aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério,
Mas não apenas isso... É também um grande privilégio.
O de tocar no que há de mais precioso e sagrado em um ser humano:
Seu segredo, seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.
É poder desfrutar de uma inefável bênção que é poder dar a alguém o toque,
A chave que pode abrir portas para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.
Ter o privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém
Que não tinha com quem contar para dividir sua solidão, sua angústia, seus desejos.
Ser psicólogo é sempre aprender a ouvir sem julgar,
Ver sem escandalizar, e sempre acreditar no bem.
Mesmo na contra-esperança, esperar.
E, simplesmente, ter o privilégio de viver para ajudar as pessoas a serem mais felizes
E fazê-las compreender que isso só começa
Quando cada um consegue realmente se conhecer e se aceitar.

Parabéns a todos os Psicólogos, sucesso a todos!

28 julho 2011

O amor que se vai – Flávio Gikovate

O Programa Café Filosofico discutiu um tema que envolve a todos em diversas fases de nossas vidas O AMOR.
Devido ser um assunto tão antigo e ao mesmo tempo tão atual gostariamos de compartilhar este belo programa com vocês.

Aproveitem!!!

O amor que se vai – Flávio Gikovate

No mundo contemporâneo, os relacionamentos são menos definitivos e as separações ficaram tão cotidianas… Mas ainda sempre muito doloridas. Diante daperda de algo ou alguém importante, impossível não sentir que “meu mundo caiu”.

E já que estamos passando por uma epidemia de separações geradas pela crise mundial (perda de emprego, perda de bens, mudança de país, e separaçõesamorosas propriamente ditas), talvez seja mesmo a hora de falarmos desseassunto indesejado.

Diante dos efeitos catastróficos de uma separação, é preciso ter também um lado prático. Se meu mundo caiu, como vou reconstruí-lo?

No programa Café Filosófico, o palestrante convidado para abordar várias questões sobre este tema é o psicanalista Flavio Gikovate.

25 julho 2011

O que é um psicopata?

Cercada de mitos, a psicopatia nem sempre está associada à violência e, ao contrário do que se imagina, pode ser tratada


Por Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz

O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.


No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Três mitos

Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.


O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.

O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento.

Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.


Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata__5.html

21 julho 2011

Aquilo que pedimos aos céus na maioria das vezes se encontra em nossas mãos.

William Shakespeare

17 julho 2011

Palco da Vida

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece!
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

16 julho 2011

"O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos."
                                                                          PITÁGORAS, matemático e filósofo grego (582-496 aC)

02 julho 2011

O Mundo é como um Espelho.
Devolve a cada pessoa o reflexo de
Seus próprios pensamentos.
(Luíz Fernando Veríssimo)

Competências

A revista S.A. publicou uma reportagem interessante sobre as competências necessarias para bom desenvolvimento profissional e gostariamos de compartilhar com vocês.
 

Ética profissional é condição de empregabilidade

Eugenio Mussak
Crédito: Luciana Ruivo
 - Crédito: Luciana Ruivo
Competência, que tanto buscamos, pode ser defi nida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de recursos, incluindo, entre esses, o tempo. Possuir competência é a condição para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de trabalho.

Já diziam, enfáticos, nossos avós: “Quem não tem competência não se estabelece!”. Esse assunto ganhou status de método a partir dos estudos de David McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), ou, como preferem alguns, Saber, Poder e Querer. Considerando que essa equação é um produto, se um dos três for nulo, o resultado fi nal será competência zero. Mas o tempo passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na competência 2.0 deste século, o CHA vira CHAVE. E a chave da competência ampliada é o acréscimo de duas letras, dois conceitos e duas preocupações.

O “V” representa Valores. Em uma sociedade que se diz digna, preocupada com o social e responsável com o futuro, não temos como não incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos resultados alcançados. De que adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar sem moral? Assim como atualmente dizemos que só será líder aquele que liderar para o bem e só será competente aquele que produzir sem ferir a ética, o interesse de todos. Um profi ssional competente sem valores deixa de ser competente.

E o “E” da CHAVE signifi ca Entorno, o ambiente onde a competência encontra as condições para ser exercida. Esse é o único elemento que está mais fora do que dentro do indivíduo. O cirurgião não opera sem o centro cirúrgico, sem a anestesia e o bisturi. O executivo precisa da estratégia, dos recursos, da equipe.

Eis a grande responsabilidade das organizações: formar pessoas competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem. Essa visão ampliada de competência coloca ordem na casa do mundo moderno e abre espaço para a construção de um futuro em que os resultados não serão obtidos a qualquer custo. Só assim poderemos dizer aos nossos netos: “Quem não tem competência não se enobrece!”.

De que adianta competir sem ética?


Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/nova-competencia-497465.shtml

26 junho 2011

Histeria

A histeria já foi definida como “a grande imitadora” por apresentar sintomas de outras doenças como: febre, dores, formigamentos, paralisias, cegueira, etc.

A palavra grega hystera, significa útero/matriz. O predomínio da histeria é em mulheres, porém, a partir de estudos principalmente realizados por Freud, revelaram incidência em pessoas do sexo masculino.

Os distúrbios histéricos se manifestam no corpo e na mente e atingem as funções que dependem do controle voluntário, porém não se pode confundir a histeria com simulação, sendo que esta última é uma atividade consciente que visa vantagens por meio da representação de uma doença.       

A pessoa com distúrbios histéricos sofre intensamente, pois não consegue enxergar o verdadeiro motivo de seus conflitos, fazendo com que os danos aumentem mais do que o próprio sofrimento que tenta evitar.

Fatores muito comuns da histeria são as falhas de memória que atingem especificamente determinados acontecimentos vividos pelos pacientes, que julgam ser vergonhoso ou imoral. Esse tipo de registro é apagado e não é possível acessá-lo, sendo que, outra pessoa ao ouvir o antes e depois dessa lacuna, não tem dificuldade em preencher o que falta na história.

Outro fator comum é a distorção das lembranças, exagerando ou minimizando alguns fatos evocados, sempre tentando preservar uma boa imagem de si mesma.

Existem tipos diferentes de histeria: histeria de conversão e histeria de dissociação.

A histeria de conversão caracteriza quando um conflito é extremamente difícil de enfrentar e é impedido de ser expressado pela consciência por causa da censura, a fim de evitar a ansiedade e o sofrimento psicológico, e por essa razão é convertido em um sofrimento corporal aparente.

A histeria de dissociação caracteriza idéias, pensamentos, desejos que geram conflitos com os valores do paciente, são isolados do campo da consciência. Por serem conteúdos pesados, embora registrados, não são assimilados pelo psiquismo, permanecendo dissociados, porém o fato de terem sido barrados estão investidos de grande carga emocional e por essa razão, forçam uma saída sob forma de sintomas.

Como grande característica social, a histérica necessita constantemente de aceitação, aprovação e demonstração de afeto. Demonstra atitudes insinuantes, induzindo o observador a suspeitar de desejos sexuais, que não ocorrem na consciência da histérica. Despertam interesse somente por homens disputados por outras mulheres, principalmente homens vaidosos, narcisistas, exibicionistas e agressivos, sendo que estes possuem características ideais para as histéricas, pois a colocam no papel preferido, de vítima.

A terapia se revela indispensável em pacientes diagnosticados histéricos, pois auxilia na diminuição dos sintomas e alívio do sofrimento psíquico, além de identificar as causas de tais sofrimentos e auxiliar na elaboração desses conflitos.


Livro: A Histeria (Autores: Zacaria Borge e Ali Ramadam)

20 junho 2011

VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?

Um de nossos leitores nos enviou o texto abaixo e gostaríamos de compartilhá-lo com vocês.

A redação abaixo foi desenvolvida por um candidato num processo de seleção. O tema era...
 
VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?
  
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
Já me cortei fazendo a barba apressado,
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em arvore pra roubar fruta, já caí da escada.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro,

Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar,

Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade,

Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo umir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:
"- Qual sua experiência?".

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "experiência...experiência..."
Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?
Não!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"
Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova.

02 junho 2011

BULLYING

O bullying caracteriza violência física e psicológica intencional praticada por um ou mais indivíduos com o objetivo de intimidar, agredir e humilhar outro(s) indivíduo(s) que sejam considerados incapazes de se defender.
Essas ações têm sido cada vez mais freqüentes e infelizmente comuns nas escolas e podem trazer conseqüências gravíssimas à vítima.
Para ilustrar melhor esse assédio, indicamos um filme que retrata bem essa questão:

Bullying - Provocações sem Limite

 

Sinopse

 

Jordi é um adolescente que perdeu recentemente seu pai e que, junto à sua mãe, decide mudar de cidade para começar uma nova vida. Em princípio tudo parece bem, mas o destino reservado para ele será uma terrível surpresa já que quando Jordi passar pelo portão da nova escola, cruzará sem saber a tenebrosa fronteira de um novo inferno."


Assista ao trailer

O que é a Dança Circular?

            As Danças Circulares foram coletadas pelo bailarino e coreógrafo alemão Bernhard Wosien, são baseadas em danças folclóricas de todos os povos. Em 1976, Wosien visitou a Comunidade de Findhorn, no norte da Escócia e pode transmitir pela primeira vez, uma coletânea de Danças Folclóricas para os residentes, a partir desse momento as danças circulares ganharam força e se espalharam pelo mundo.
            A Dança Circular é uma dança de roda e por essência, a roda não gera um ambiente competitivo, pois não há quem fique na frente ou atrás, nos percebemos iguais aos outros, buscando a execução de um projeto comum, em paz e harmonia com os demais. Dançar em roda de mãos dadas possibilita a criação de um fluxo de energia que é sustentado pela presença das pessoas e pelos elementos da natureza presentes no ambiente. Permite aos participantes que entrem em contato com sua essência. No momento desse contato dá-se a união de corpo e mente e a possibilidade da criação. Esta prática prepara o ser humano para uma nova etapa da humanidade, na qual harmonia e paz serão reflexos de atitudes de cooperação e comunhão.
            Assim, ela é indicada para pessoas de qualquer idade, raça, profissão ou credo, favorecendo a percepção de si mesmo e do outro através da integração, da comunicação e da flexibilidade que o desafio de participar de uma dança em grupo exige de todos. Amplia seu repertório de movimentos e seus conhecimentos sobre a cultura da humanidade, proporciona entrar em contato com uma linguagem simbólica, ampliando a concentração e a percepção, possibilitando o desenvolvimento do equilíbrio físico, emocional e mental, resultando em bem-estar e alegria para o dia-a-dia.

“Dançar em grupo é uma oportunidade para que as pessoas eduquem umas às outras e a si mesmas".

Bernhard Wosien

Agora que você já sabe o que é a Dança Circular, venha vivenciá-la conosco!

Data: 01 de julho de 2011
Horário: 19:30hs às 21:00hs
Valor de investimento: R$10,00
  
VAGAS LIMITADAS!!!
  
Inscrições até o dia 28/06/2011
pelos telefones: 8162-7802 e 9500-6670
  
Local: Rua Virgínia Aurora Rodrigues, 114 - Osasco – Centro
(Próximo ao Mercado Municipal de Osasco)